O que é tesouro direto? E como investir?

0
424
tesouro-direto
Como Investir no Tesouro Direto. (Foto: Shutterstock)

Você certamente já deve ter ouvido que a poupança não é um bom investimento, e pode ser que já tenha ouvido falar a respeito do Tesouro Direto como uma opção à poupança, mas será que vale a pena e é seguro?

Explico…

Em outras palavras, o Tesouro direto conforme mencionado acima é um investimento em títulos públicos, pelo qual o investidor aplica seu dinheiro em papéis da dívida pública federal. Dessa forma você está emprestando seu capital ao Governo e este por sua vez lhe pagará juros.

A plataforma do Tesouro Direto democratizou o acesso aos títulos públicos, de forma que a partir de R$ 30 já é possível fazer um investimento. Antes o investidor precisava investir por meio de fundos de renda fixa para conseguir aplicar em títulos públicos.

Como investir no Tesouro Direto?

Atualmente o funcionamento do Tesouro Direto é simples, basta abrir uma conta em um banco ou corretora de valores que esteja habilitada a operar títulos públicos pelo programa. Eu particularmente utilizo as corretoras XP Investimentos e Modalmais.

Dessa forma o investidor poderá fazer seus investimentos diretamente através da plataforma dessas instituições.

Tesouro direto é seguro?

Os títulos públicos são garantidos 100% pelo Tesouro Nacional, possuem o menor risco de crédito da economia e são considerados os investimentos mais seguros do mercado. Para você perder sua aplicação o país precisaria falir, o que é considerado praticamente impossível, e se isso acontecesse todo o sistema bancário já haveria entrado em colapso anteriormente.

Já em investimentos como CDB, LCI, LCA e até mesmo a poupança, há o risco – mesmo que pequeno – da instituição financeira falir, entretanto muitos investimentos hoje são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Em contrapartida, investindo no Tesouro Direto você empresta seu dinheiro ao Governo que o devolverá no vencimento acrescido de uma rentabilidade que pode ser Prefixada ou pós-fixada.

Quais são os tipos de Tesouro Direto?

Existem três tipos de títulos públicos do Tesouro Direto: indexado à taxa básica de juros Selic, atrelado ao IPCA (índice que mede a inflação) e os prefixados com remuneração fixa.

1. Tesouro Selic ou LFT

Possui rentabilidade indexada à taxa básica de juros Selic, sendo possível compará-lo, portanto, com investimentos que pagam cerca de 100% do CDI. Outra vantagem é sua baixa volatilidade, o que permite que caso queira você pode resgatar seu dinheiro sem perdas.

É indicado para quem busca liquidez sem riscos de perdas de parte do capital investido, dessa forma em caso de emergência o investidor poderá utilizar sua aplicação sem problemas, o que faz do Tesouro Selic uma ótima aplicação para a criação do seu Fundo de Emergência.

Sem dúvida o Tesouro Selic é a porta de entrada para os investidores que querem começar a investir em títulos públicos.

2. Tesouro IPCA (NTNB)

Por outro lado o Tesouro Atrelado à Inflação possui uma taxa de rentabilidade fixa e uma variável. Por exemplo: IPCA + 4,5%. Ou seja, garantem a chamada rentabilidade real, que é o retorno acima da inflação. Caso você mantenha o título até o vencimento, receberá a variação da inflação mais a taxa contratada no momento da compra.

Você pode ainda optar por receber seus juros semestrais ou no vencimento. Lembrando que caso você decida se desfazer do título antes do vencimento seu rendimento poderá ser diferente do contratado, já que será vendido pelo valor de mercado do dia.

3. Tesouro Prefixado (LTN e NTNF)

No Tesouro Prefixado você possui a facilidade de saber quanto você irá ganhar no vencimento, independentemente do que possa acontecer na economia você irá receber de antemão o valor acordado, isso porque ao contratar você já toma conhecimento de qual a taxa de retorno obterá durante o período de vigência do título.

Assim como o Tesouro IPCA, o Tesouro Prefixado também apresenta um pouco de volatilidade isso significa que caso você deseje resgatar antes do vencimento, dessa forma o Tesouro Nacional pagará o valor de mercado do dia do resgate, o que significa dizer que sua rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada.

Em suma é importante lembrar que caso você permaneça com seus títulos até o vencimento, você receberá normalmente o valor principal aplicado mais os juros contratados.

Liquidez do Tesouro Direto

Por outro lado uma das grandes vantagens do Tesouro Direto é a sua liquidez diária. De forma que, caso você necessite resgatar os valores aplicados o Tesouro nacional garante a recompra do papel, mas lembre-se que a recompra sempre será pelo preço de mercado do dia.

Além disso, é importante que o investidor tenha sempre uma planilha para anotar todos os seus investimentos e custos para melhor gerenciamento da rentabilidade dos mesmos, visto que essa informação as vezes não está tão clara em algumas corretoras.

Custos do Tesouro Direto

O Tesouro direto atualmente possui duas taxas, a taxa da B3 que recentemente reduziu sua taxa de custódia para 0,25% ao ano sobre o valor do título.

A taxa do agente de custódia, que é a taxa cobrada pelas corretoras, ultimamente muitas não têm cobrado essa taxa, portanto, sempre observe antes de investir se a sua está cobrando ou não.

As carteiras de fundos de renda fixa oferecidas pelos bancos são formadas basicamente por títulos públicos. Com isso o banco passa a ser um intermediário entre você e o Tesouro Nacional.

Dessa forma o melhor a ser feito é retirar essa intermediação, diminuindo seus custos e aumentando sua rentabilidade.

Tributação

Por fim, dois os impostos que podem incidir no Tesouro Direto: Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda (IR). Então o IOF incidirá caso você resgate seus recursos em menos de 30 dias.

Já o IR incidirá sobre o a rentabilidade dos títulos, e o pagamento ocorre na venda, no recebimento dos juros semestrais ou no vencimento do título. A alíquota segue a tabela regressiva:

  1. 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  2. 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
  3. 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
  4. 15% para aplicações com prazo de 720 dias.

Deixe seu comentário e nos conte o que achou do conteúdo!

Obrigado por ler até aqui!

Rate this post